what do i call that?

você soltou borboletas na minha cabeça que bagunçam meus pensamentos e prendem minhas palavras enquanto penso em quanto pensar em você me deixa na urgência de escrever qualquer coisa sem ponto final e sem ritmo algum só pra você continuar soltando borboletas na minha cabeça

when we were outlaws

Dividimos nossos cortes
Dividimos nossas merdas
Dividimos tudo e nada no fim de tudo

Dividimos um cigarro e as tuas cinzas ainda estão aqui

F(r)icção

O corpo que odeio
Preso nele estou
A mente que controla
Enlouquece o que sobrou

Batida no ritmo do meu desespero
Confrontos malditos que crio aqui dentro

Coração disparado
Cabeça problemática

Batida no ritmo do meu desespero
Beijos malditos que crio aqui dentro
(E nunca existiram
E nunca existirão)

Só me resta uma questão:
É ansiedade ou paixão
A batida do meu peito?

A fricção dos nossos corpos é pura ficção
Da minha cabeça sem roteiro

Pecados molhados

Se eu não te beijar
Tu não me beija de volta?

Somos dois infernos apagados
Por pecados não cometidos
Duas solidões
Nos próprios braços cortados

Não sei da tua vida
Não sei da tua história
Só do aperto que aqui bate
Por você ter ido embora

E eu olho a porta
Esperando você entrar
E não me olhar
Pra quando estiver sozinha
Me usar de aconchego

Se eu não te acariciar
Tu dorme nos meus cabelos?
Se chover no nosso seco
A gente divide um guarda-chuva?
Se eu te beijar
Você volta?

Mais um texto sem rimas como analogia da minha saudade:
não tem sentido e você não vai ligar.

Fôlego

Penso
Penso
Penso
Paro
Tento
Paro
Penso

Penso mais um pouco
Penso bem mais torto
Penso mais que um louco
Penso mais que um louco

Louco sim eu sou
Ritmo de som
Onda magnética
Máquina inquieta

Minha cabeça não para
Meu coração não para
Não para de parar
De querer acelerar

Anseia pelo fim
Pra começar tudo de novo

Mais um texto sobre ansiedade que eu já quero apagar

Borracha

Mal escrito
Linhas tortas
Leitura indesejada

Me apago
pra me escrever com o vazio de uma folha que vai pro lixo

A urgência resoluta do agora

Pressa
Vem
Me afoga
Me ingere dentro de ti
Dança nas ondas do impossível
Naufraga-me no teu oceano

Mata-me aos poucos
que nos teus lábios morro